Qual parte de você está sendo responsável por criar ciclicamente a mesma experiência da realidade?



"Eu que me aguente comigo e com os comigos de mim" - Álvaro de Campos


A pergunta pode parecer estranha, principalmente porque nos responsabiliza diretamente por tudo que experienciamos na nossa vida. Mas o fato, é que é a mais pura verdade!

Pessoa nenhuma, coisa nenhuma pode preencher um vazio, que se torna cada vez mais vazio, enquanto não começar a ser preenchido por dentro. Este é o grande equívoco.

Todo sentimento possui uma vibração, toda a vibração é uma onda de informação e todas as ondas estão em movimento. Quando temos um sentimento que por algum motivo não consegue dar vazão à sua energia, precisamos encontrar situações externas onde este sentimento possa se expressar, onde esta onda encontra o movimento que precisa.

Por exemplo, se guardamos uma mágoa, bem lá no fundo, vamos procurar com afinco, ao longo da nossa vida, situações onde a mágoa – essa, ou outra – ganha expressão.

A parte de nós que se sente magoada está excluída, posta de lado, foi retirada da unidade. Para vivermos o fluxo de amor da consciência, é preciso estarmos inteiros. É preciso expressarmos a unidade em nós para vivermos a unidade cósmica.

É então, essencial reintegrar nossas partes. Com amor e carinho, acolhê-las, compreender o que realmente querem, porque sentem a necessidade de expressar este sentimento. Ao compreendermos, conseguimos finalmente aceitar e reintegrar!

Como segregamos as nossas partes? A partir dos mecanismos que usamos para lidar com os nossos sentimentos. Os 3 principais mecanismos mentais, segundo David Hawkins, são:


Supressão e Repressão: São as formas mais comuns de afastar os sentimentos e pô-los de parte. Na Repressão, isso acontece inconscientemente. Na Supressão escolhemos de forma consciente não lidar com determinados sentimentos. Escolhemos os sentimentos que suprimimos ou reprimimos de acordo com os programas conscientes e inconscientes que temos dentro de nós. Mais tarde, a pressão dos sentimentos reprimidos é sentida sob a forma de irritabilidade, de oscilações de humor, tensão nos músculos, insónia e outras condições somáticas.

Reprimimos um sentimento, porque ele nos causa tanta culpa e medo que nem sequer o conseguimos sentir conscientemente. Assim que a ameaça surge, é imediatamente empurrada para o inconsciente. A negação e a projeção são artifícios usados na nossa manipulação para a repressão dos sentimentos.


Expressão: Com este mecanismo, a linguagem corporal se manifesta. Verbaliza-se e expressa-se de diversas formas os sentimentos negativos, o que alivia a pressão interna a ponto suficiente para poder reprimir o restante. A expressão da negatividade como prática, acarreta inúmeros processos internos e nas relações, pode em alguns momentos, paliativamente aliviar, mas não liberta.


Escape: Evitar o sentimento a qualquer custo é o pilar fundamental da atual indústria do entretenimento. Podemos evitar o nosso eu interior e impedir que os sentimentos se manifestem através de uma infinita variedade de atividades, muitas das quais acabam por se tornar vícios à medida que nossa dependência delas aumenta.


É essencial sermos sinceros conosco, pedirmos licença ao juiz interno e assumirmos o que andamos a fazer em relação aos nossos sentimentos, chamá-los, vivenciá-los e ouvi-los. Amá-los e deixá-los ir. Assim, essa parte de nós pode ser reintegrada! E pouco a pouco vamos percebendo que o mundo externo é um reflexo fiel do mundo interno, mas que num ciclo contínuo, o mundo interno também é um reflexo do mundo externo. Percebemos a realidade como um fluxo contínuo entre o dentro e o fora. Percebemo-nos, finalmente, como parte integrante de um grande pulsar criador!



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Instituto Migliori | Da Física à Consciência

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