A essência da realidade

Atualizado: 25 de Mai de 2019



Toda a matéria é constituída de átomos, e os átomos por sua vez são constituídos de um núcleo (de prótons e nêutrons) e por elétrons que giram a volta deste núcleo. Os elétrons por sua vez, ao contrário do que se pensava até 100 anos atrás, não são apenas uma “bolinha” de matéria, eles tem a capacidade de ser esta “bolinha”, mas também tem a capacidade de ser uma onda. Como se não bastasse este estranho comportamento, os elétrons, ainda tem a capacidade de ir de um ponto ao outro sem passar pelo tempo-espaço entre eles, ou seja, tem a capacidade de desaparecer de um lugar e aparecer em outro, é isso que ocorre por exemplo, quando os elétrons mudam de orbita no átomo, esse é o famoso salto quântico!

Mas as estranhezas do comportamento do elétron não param por aí. Quando dois elétrons estão se comportando como onda, essas ondas são passiveis de criar um estado que chamamos na física de superposição, ou, emaranhamento quântico, que é quando as ondas dos elétrons, de certo modo, se entrelaçam. Quando esses elétrons que estiveram entrelaçados se separam, aparentemente são agora, duas partículas independentes, pois fisicamente as vemos cada uma no seu canto. Porém, o que observamos, é que tudo que se passa com um elétron é sentido pelo outro instantaneamente, ou seja, tudo que um sente, o outro sente exatamente igual, exatamente no mesmo momento. O que nos leva a concluir que apesar de parecer que esses elétrons estão separados fisicamente, eles ainda estão conectados em função do emaranhamento quântico.

A pergunta que vem imediatamente a seguir é: Mas o que faz o elétron deixar de se comportar como onda (uma onda de probabilidade de possibilidades) e se comporte como partícula (a realidade que experimentamos)? A resposta não poderia ser mais surpreendente, o que faz com que a realidade seja vista por nós como é, é o ato de observação! Ou seja, ao observarmos o elétron no seu estado de onda, faz com que ele deixe de se comportar como onda de possibilidades e “escolha” uma das possibilidades dentre as inúmeras possibilidades. Normalmente a que tem a maior probabilidade. Como interferir para que determinadas probabilidades aumentem em face a outras é um longo tema para outro artigo.

Mas o facto aqui é: quem observa? Quem escolhe?

De uma perspectiva materialista, o cérebro é análogo a uma super-máquina e a mente seria um subproduto do cérebro. Nesse caso, a observação das ondas que irão criar a realidade aconteceria enquanto interação material entre o observador e a onda.

Por outro lado, de uma perspectiva idealista monista quântica, a observação se passa na consciência do observador. O que empodera este a poder “escolher” a realidade que se manifestará. A partir deste ponto nasce uma rica interface entre a física quântica, as neurociências e a espiritualidade. Afim de compreendermos os aspectos profundos e sutis da consciência e da nossa relação com ela, ou seria melhor dizer da nossa relação com nós mesmos em um nível não ordinário de consciência. Neste ponto nos tornamos co-criadores da realidade.



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Instituto Migliori | Da Física à Consciência

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